domingo, 15 de junho de 2008

pra falar de amor

Depois de xingar poetas, eis que escrevo uma poesia. Adoro telhado s de vidro. E adoro atirar pedras.
Estou escrevendo um novo monólogo, cujo título provisório é ‘Três Fadas e Dois Filhos’. Do jeito que ando escrevendo (como se a vida se resumisse a isso) deverá estar pronto logo.

Pra falar de amor eu vou calar o resto, fechar os olhos, baixar o rosto, tirar de perto a poeira da estrada, dos caminhos tortos, bater a toalha de mesa pra espantar as migalhas onde tropeço.
Pra falar de amor eu vou chamar baixinho por ti, sem que me escutes, pra que me sintas no teu sono calmo, eu breve e mudo, olhando enquanto dormes, alva e linda, na penumbra do teu quarto.
Pra falar de amor eu vou matar os verbos porque o amor que ouso é um amor quieto, menos obrigações, menos vetos, menos tudo exceto estares perto.
Pra falar de amor eu serei outro e tu a mesma, pois tu és tudo o que o amor almeja e eu, de mim, sei apenas que sou pouco.
Beijos

2 comentários:

Rafael Koehler disse...

ai Greg...

que lin...

'pra falar de amor eu vou calar o resto'

bjs

Jorge disse...

prefiro me calar...

lindo!

;)