terça-feira, 2 de dezembro de 2008

luto

Que o sol apareça, mesmo que de ponta-cabeça.

Diante de todo este absurdo, da ampliação de tudo o que nunca havíamos entendido (a perda, a morte, a vida), opto pelo silêncio mais contrito, por um luto que não ousa nenhuma palavra, por um reconhecer de que nada há para ser dito, e escrevo apenas, somente isto: a mais perfeita indignação, o mais agudo grito, é estenderes a mão, é estenderes a mão (repito).

Escreveria aqui ‘até 2009’, mas desisto. Não escreverei. Espero, em breve, ter algo que mereça ser escrito. Escrever, por enquanto, me parece tão fútil quanto uma bunda bonita. Me despeço sem beijos.

7 comentários:

Daniel Olivetto disse...

entendo, mas discordo... respondi no meu blog.. entra lá agora...

te amo

Sandra Knoll disse...

Gregore querido. Sei que vc e todos nós estamos de luto e sei tb como as coisas ficam fúteis ao lado de tanta dor.
MAs as tuas palavras são aquilo que de tudo, menos fúteis são...entendo, aceito, mas tb não concordo! Até pra dizer que não vai escrever tuas palavras são belas.
Te adoro, te quero sempre por perto meu amigi!

Paula Braun disse...

Bafo!

tutaméia disse...

Há noites, em que o cheiro de sandalo nos asfixia,fazendo-nos comprimir os olhos até cerrá-los. Lágrimas de desespero ao ouvir silenciar os gritos fracassados daqueles que não dormem...ao amanhecer, um grito ensurdecedor nos arrebata de profundos sonos;
Sem nos esquecermos dos prazeres que nos envolta, assistimos a carne embrutecer ao som de músicas silenciosas. Uma dança, em que a cada ruflar de pés, a poeira levanta, escondendo emcabuladamente qualquer sorriso, capaz de sensibilizar as forças interiores.
Os vermes, crescem, com clareza e enraivecem a cada grito de ordem...gritam para que se construam muros; Mal sabem, que seus dias estão contados...pois há quem baile diferente, há que sussurre gritos contrários para a destruição...um dia...cada verme amanhecerá preso em sua própria porta, e sangrando, não lembrão que atiraram suas chaves ao curso do esgoto, com medo que alguém os tirasse de lá.
os muros, cairão...e todos os vermes dormirão eternamente no inferno.

Enzo Potel disse...

Gregory!
A Maria Gonçalves Salles escreveu a algum tempo uma crítica sobre Volúpia, que saiu no Diário da Cidade. Coloco agora no meu blog, espero que se sinta motivado em voltar à escrita!
abraço

Paula Braun disse...

ô maloqueiro!
Bóra movimentá essa bóia aqui!!!
Quê que há???
Beijo.

Porto Cênico disse...

Querido
eu não sei o que esta acontecendo ...
mas acgo que se não queres por ora escrever, não deves fazê-lo ... é simples ...

um beijo e uma abraço bem apertado
hj é dia 01 de fevereiro de 2009.